sexta-feira, 24 de agosto de 2007

Missões

Milena (Zeninha) - Missões na África


Reunião de oração por missões...
Chegando lá, sentei, vi as fotos de missionários em lugares distantes e missinários urbanos.
Vi pessoas atingidas pela verdade de Cristo, lutando pela verdade de Cristo.
Quando fomos orar alguns pedidos de oração foram feitos:
pela política do nosso país, pela diferença social, pela violência, pela prostituição, pelas drogas, pelas ONG's e o que me chamou mais atenção, pela unidade das igrejas na cidade, no país.
Comecei a orar, mas a única coisa que conseguia falar em minha oração era:

- SENHOR, ME LIVRA DA HIPOCRISIA QUE HÁ EM MIM.

A hipocrisia de achar que é apenas culpa e obrigação dos políticos de fazerem alguma coisa pelo "povo", quando na realidade o povo sou eu e eu tenho que fazer algo por mim mesma e pelos outros, se não fosse assim Jesus não teria dito para ama ao meu próximo como a mim mesmo.
A hipocrisia quando vejo pessoas na miséria e não levanto minha voz e minhas mãos em auxílio. A hipocrisia vendo a prostituição e achar que um dia "alguém" vai ter que chegar perto daquelas pessoas, quando esse alguém sou eu mesma.
A hipocrisia observando drogados entrando por um caminho na maior parte das vezes sem retorno e pensar que aquilo me deprime muito para que eu me envolva, mas não revelar a ninguém o meu sentimento e continuar levantando meu "clamor" apenas.
A dor em ver ONG's fazendo aquilo que nós, como cristãos, deveriamos fazer!
E a pior de todas, a hipocrisia de achar que não somos um só corpo.
De não ver o quanto sou egoísta.

Achar que orar apenas vai resolver todos os problemas de uma nação... poderia sim! Deus é soberano, pode todas as coisas, mas creio que Ele quer nos dar a oportunidade de sermos humanos, de sentirmos, de nos apegarmos ao outro de tal forma que a dor do outro seja a nossa e então quando a alegria do outro vier será a nossa também!
Orar para que Deus chame trabalhadores para a obra é lindo, mas lembrar que Ele chamou a todos para fazermos todo esse trabalho aqui na terra é mais bonito ainda - IR, IR, IR!
Deus deu a nós e não aos anjos o poder de falar das boas novas, porque nós sabemosa dor que os seres humanos sentem.
Falar da graça salvadora que nos sustenta e que nos livrou de uma miséria espiritual, de uma droga de vida, de uma vida alienada e anestesíada pelo egoísmo, prostituída pela ganância, arruinada pelo medo, podre. Muito pior do que aquilo que os olhos conseguem ver em uma prostituta, em um drogado, em um marginal, é um coração falido e uma alma enjaulada e foi disso que Cristo um dia me livrou, salvou.
Tenho um amigo, ele está longe daqui, falo muito com ele sobre missões e muito tenho aprendido sobre doar mais que receber, porque quando se doa assim, de maneira desinteressada, apenas desejando que Deus cresça mais e mais, se recebe muito mais. Abrir mão de mim mesma.
Aprendido também que confiar em Deus e acreditar que Ele proverá realmente é o mais fácil, o mais difícil é meu coração se abrir para essa verdade. E o mais lindo a se fazer, descançar nos braços do Senhor, não sei porque é tão difícil aceitar essa verdade, para um Deus que deu criou o mundo em 6 dias e deu seu único Filho por nos amar, cuidar de nós é apenas um bônus!
Tenho aprendido também que o tempo é dEle, cabe a nós apenas usarmos da melhor forma esse tempo aqui na terra.
Acho que, mesmo longe de tudo aqui, mesmo com saudades grandes, com sonhos maiores que as saudades, ele recebe muito mais que alguém que está apenas de braços cruzados no banco da igreja orando por avivamento ou orando para Deus mandar trabalhadores, recebe algo que o dinheiro não pode comprar e ninguém pode roubar. Recebe as mãos do Senhor ensinando e transformando o interior de tal forma que ele pode sonhar os sonhos de Deus livremente e ter a certeza que Ele está providênciando o mais, como um Pai que cuida de seus filhos.
Recebe a alegria de construir o reino de Deus aqui na terra.
Aprendi a me livrar desse medo e hipocrisia e dizer apenas: Eis-me aqui.
Espero que você entenda que já passa da hora de ir também!

Eu também Cansei - por Guilherme Arruda Aranha

A campanha "cansei", promovida pela OAB/SP e por setor do alto empresariado nacional, auto-intitulada "movimento cívico pelo direito dos brasileiros", convoca os cansados em geral a fazer um minuto de silêncio às 13h00 de hoje "pelo bem do Brasil".
Não contem comigo: não vou fazer um minuto de silêncio nem vou bater panelas, pois cansei mesmo foi das campanhas "da paz", campanhas "contra o governo" e, sobretudo das campanhas do tipo "cansei".
Cansei também dos berros da classe média, oprimida entre os ricos e o crime organizado, se achando o umbigo do universo. Cansei da classe média incapaz de se ver refletida no espelho que é a política, sem a dignidade de assumir que a corrupção que tanto nos critica "outros" é, em sua origem, a mesmíssima daquele que desembolsa cinqüenta reais para não ser multado, que atravessa o sinal vermelho porque não tem guarda olhando e que faz ultrapassagem pelo acostamento na volta do feriadão.
Cansei da classe média que só enxerga a corrupção dos políticos, mas é cega e complacente com empresários corruptores e sonegadores de impostos. Cansei da classe média que não se dá conta que a moral só existe na primeira pessoa e que o resto é moralismo (para quem negocia com o dinheiro público, seja político ou empresário, desejo apenas a aplicação da lei).
Cansei da classe média pedindo o retorno de governo autoritário, de direita ou de esquerda, pouco me importa, para "moralizar essa bagunça". Era só o que faltava. Cansei da classe média disparando e-mails ideológicos e confundindo isso com consciência política.
Cansei da classe média com acesso a ensino de qualidade mas que só lê, quando lê, o mesmo jornal, a mesma revista de sempre e nunca leu Maquiavel, Hobbes, Locke, Rousseau, Marx, Proudhon ou Weber. Não precisava sequer ler na fonte, bastava pegar um livro introdutório para entender algumas das divergências entre tantos autores geniais, atentos às riquezas e misérias da formação daquilo que chamamos hoje de Estado moderno, situando-se um pouco melhor no mundo em que vivemos.
Cansei de uma classe média que odeia a política pelo erro primário e cristão de confundir seres humanos com anjos, o que é uma receita para a decepção, pois é óbvio que homens não são anjos e, portanto, precisamos de política, este mal necessário.
Cansei do mesmo bom-mocismo que divide o mundo de forma maniqueísta: o "Bem" está com a classe média, o "Mal" está com os políticos, aqueles estranhos seres corruptos que vieram de outro planeta e precisam ser exterminados.
Cansei também de achar que o Brasil é uma porcaria maior do que outros países (não é mais nem menos porcaria que EUA, Cuba, França, Canadá, Japão, Austrália, Espanha, Itália ou Suíça). O Brasil tem suas contradições (como qualquer país) e uma delas é ser uma força econômica com péssima distribuição de renda. Aqui a noção de poder legal (Weber) ainda é subversiva e o capitalismo é selvagem. E uma hora os pobres virão mesmo cobrar o que é deles. Agora agüenta, classe média: a incompetência também é nossa e não só dos políticos. Agora agüenta, elite blindada e herdeira de nossa tradição autoritária: a má distribuição de renda é um problema coletivo; a indústria dos carros blindados e dos condomínios murados, uma solução individual (e individualista).
Mas essa equação não fecha: não há soluções individuais para problemas coletivos. Em suma: como advogado paulista não me sinto "representado" aqui pela OAB/SP (não foi com o meu aval que esta entidade uniu-se à "indignação" de um empresário como João Dória Junior, a quem apraz promover desfile de cachorros de madame em Campos de Jordão).
Como cidadão, não vejo nada de "cívico" nesse movimento, orquestrado sabe-se lá com qual verdadeira finalidade. E se uma dessas finalidades for um movimento "fora Lula", sou contra, assim como era contra o "fora FHC", não por simpatia política, mas por convicção democrática. Antes que me perguntem qual é, afinal, a solução para todos os problemas de nosso país, respondo o óbvio: não sei. Sei apenas que não existe mágica.
Fiquemos, pois, com a política e façamos dela a nossa responsabilidade (e não apenas a responsabilidade dos "outros", os políticos), conscientes de que no meio do caminho há pedras. Sempre haverá pedras no meio do caminho.
Hoje, portanto, não bato panelas nem faço um minuto de silêncio. Há exatos 20 anos, aliás, morria Drummond. Às 13h00 de hoje, em homenagem ao poeta, chutarei uma pedra na rua. Ao anoitecer, porém, saberei que "é a hora dos corvos, bicando em mim meu passado, meu futuro, meu degredo: desta hora, sim, tenho medo".
Guilherme Arruda Aranha, 35, advogado, mestre em Filosofia do Direito e do Estado pela PUC/SP e professor de Filosofia do Direito (PUC/SP e UNIFIEO), além de pertencer à classe média.

quarta-feira, 22 de agosto de 2007

Vozes. (Ricardo Gondim)




“As minhas ovelhas ouvem a minha voz”. – Jesus de Nazaré.

Há muito meus ouvidos se fizeram surdos; não distingo o imperceptível som de tua voz.
Peço-te que só mais uma vez fales “Efatá” e se abrirão os meus ouvidos.

Quero ouvir teu chamado para seguir a imponderável senda dos profetas que mesmo debaixo de chuva de granizo, defendem a viúva e o órfão.

Quero saber ouvir tua voz de dentro das delegacias sujas,
dos manicômios de muros altos das enfermarias esquecidas.

Quero ouvir teu lamento sobre as nações
que rejeitam os pacificadores,
que apedrejam os esfomeados de justiça,
que se esquecem de abrigar o estrangeiro.

Quero ouvir teus conselhos sobre os perigos da riqueza,
sobre os religiosos que guardam a letra como ortodoxolatria,
sobre a estupidez de ganhar o mundo e deixar a alma entrevada.

Quero ouvir tuas histórias sobre aquele homem bondoso
com um desconhecido caído na calçada sobre aquele
Pai que esperava no alpendre seu filho cansado da orgia,
sobre aquele anfitrião que catou os menos nobres para seu banquete.

Quero ouvir tua advertência de que teus filhos
não são poupados das inclemências do mundo,
não desceste para estar conosco numa redoma.

Quero ouvir tua promessa de que estarás ao nosso lado
em toda circunstância até que tudo termine,
de que enviarás teu Espírito que será um leal conselheiro na verdade.

Quero ouvir teu sussurro me confortando de que falta muito pouco
para festejarmos numa grande festa para dançar e beber vinho de qualidade.
Se tuas ovelhas percebem tua voz, quero, mais do que tudo, que fales e responderei:
Teu Servo ouve.

Soli Deo Gloria.

Igrejas Alternativas


Igrejas alternativas???

Creio que o cristianismo sempre foi uma proposta UNDERGROUND, o reino de DEUS estabelecido na terra,uma possibilidade de vida além da realidade do sistema deste mundo, caído, perverso e egoísta.As "igrejas alternativas" agregam pessoas que não se adequam aos padrões oficiais que é a cultura de massa, pessoas que não se encaixam nos padrões da maioria[ou não são aceitas pela maioria "evangélica"]* .

Estamos descobrindo também cristãos que amam os pecadores e a evangelização, que não se preocupam em perder tempo criticando ou com questões dogmáticas, que não se prendem a rótulos, placas, denominações ou convenções, RESPEITAM, convivem e trabalha bem com irmãos de quaisquer segmento cristão. Se importando com aquilo que as pessoas são no seu dia-a-dia e não se impressionando com títulos, premiações ou currículos. Colocam toda sua vida e todos os seus bens à serviço do evangelho e não são ligadas a dinheiro e as RIQUEZAS, são flexíveis e dispostos a trabalhar nas mais diferentes circustâncias e culturas, dos RASTAFARI de angola aos povos ribeirinhos e tribos indígenas do Amazonas.

Cremos numa liderança PLURAL(e não num dono exclusivo da IGREJA), NÃO SACRALIZAMOS AS CULTURAS JUDAICA, AMERICANA E EUROPEIA unicamente, mas resgatamos e redimimos a diversidade cultural espalhada pelo mundo...

Somos contra e lutamos contra a massificação cultural dos cristãos (...)

Cremos que podemos resgatar a cultura brasileira e não ficar usando outras culturas em nossos cultos a Deus.Valorizando nossa cultura. Somos contra a edificação de grandes templos e catedrais em lugar disso somos a favor de ajudar os necessitados (...).

o evangelho sempre foi simples, este é o reino de DEUS!

JÁH BLESS


(Célio Machado - Saindo da zona de conforto )
*grifo meu

terça-feira, 21 de agosto de 2007

Dostoiévski

"Fiódor Mikhailovich Dostoiévski, em russo Фёдор Миха́йлович Достое́вский, (Moscovo, 11 de novembro de 1821 - São Petesburgo 1881) foi uma das maiores personalidades da literatura russa. Por vezes grafado como Fyodor Dostoievsky, é tido como o fundador do existencialismo."
Como é ser adimirado pelo mundo mas não se sentir assim e saber que nada daquilo pode mudar a condição de humano que temos... falhos, efêmeros, pó...
Lendo Dostoiévski resolvi pesquisar sobre ele, curiosidade maravilhosa essa das mulheres!!
O homem perde o pai muito jovem, estuda contra vontade numa escola militar, é preso por participar de reuniões ditas subversivas, sofre de epilepsia, é condenado a morte e depois tem sua pena comutada depois disso ainda consegue ser um dos maiores gênios da literatura russa e ainda influencia Freud em seus escritos.
Ele podia mandar essa história de que existe um Deus para as cuicuias, afinal com tanto sofrimento, visto, sentido, estudado, como pode existir um Deus? Mas o que mais me chamou atenção ao ler um pouco sobre sua vida foi que ele não fez isso. Chamou mais atenção ainda o fato dele atribuir à sua epilepsia temporal um valor único, "uma experiência com Deus" ! Como se atribui esse valor a uma doença?!
Inexplicável...
Quantos de nós diante de problemas menores que estes abrimos mão de nossas "experiências com Deus" e seguimos virando as costas para o Criador?
Acho que alguma vez na vida você já fez isso, na verdade eu já fiz isso.
Mas aprendi, assim como Dostoiévski que não vale a pena.
Vi que o aprendizado mesmo em meio a toda dor, nos faz crescer e nos mostra o quanto Deus cuida de nós.
Nos mostra que o sofrimento, a prisão, o exílio serve muitas vezes para que enxerguemos Deus de verdade. A solidão nos mostra como verdadeiramente somos, não para os outros, mas para nós mesmos. Neste momento temos duas escolhas, podemos olhar para cima e perceber que podemos ser maiores que essa condição se estivermos com Deus, se formos filhos de Deus ou continuarmos a andar sós, sentindo pena de nós mesmos, mediocrizados pela nossa própria condição de pó.
Crescer em meio a dor... tarefa difícil... Mas não com Deus ao nosso lado! Ele nos sustenta e debaixo de suas asas estamos sempre seguros.
Como terminou a vida de Dostoiéviski??
Vou mostrar...
"Essas dificuldades pessoais sem dúvida ajudaram a fazer de Dostoievski um dos maiores romancistas de todos os tempos. Inspirado pelo Cristianismo protestante, passou a pregar a solidariedade como principal valor da cultura eslava.
Aos 25 anos, em 1846, publica seu primeiro romance, Gente Pobre, onde trata da vida simples dos pobres funcionários da burocracia russa, com extraordinário sucesso em toda a Rússia.
Aclamado como gênio pelos mais exigentes críticos da época, entre eles Bielínski, que o considera o primeiro romancista social da Rússia, e Nekrassov que vê em Dostoievski um novo Gogol, em homenagem ao primeiro romancista russo moderno.
Entre suas obras de maior importância destacam-se os romances O Idiota, Crime e castigo, Os Demônios e Os irmãos Karamazov.
Publica também inúmeros contos: O Mujique Marëi, O Sonho de um Homem Ridículo, Bobock e outros; além de novelas: O Senhor Prokhartchin, A Dócil, O homem debaixo da cama, Uma História Suja e O pequeno héroi. Cria duas revistas literárias: O Tempo (Vrêmia) e Época, e ainda colabora nos principais órgãos da imprensa Russa.
O reconhecimento definitivo de Dostoievski como escritor universal surge somente depois dos anos 1860, com a publicação dos grandes romances: O idiota e Crime e castigo. Seu último romance,Os irmãos Karamazov , é considerado por Freud como o maior romance já escrito."
O deserto, qualquer que seja ele, nos faz entender melhor quem somos nós e o que nos é oferecido por Deus, poder de sermos filhos e estarmos com Ele na alegria ou na dor.
"Senhor, Tu Tens Meu Coração
E eu procurarei pelo Teu
Jesus tome minha vida
E me guie

Senhor, Tu Tens Meu Coração
E eu procurarei pelo Teu
Deixa-me ser pra Ti
Um sacrifício

E eu Te louvarei Senhor
E eu cantarei para que o amor desça
E se Tu mostrares Tua face
Nós veremos Tua glória aqui"

segunda-feira, 20 de agosto de 2007

Luzes

"...pois outrora éreis trevas, mas agora sois luz no Senhor; andai como filhos da luz"
(Efésios 5:8)


Quando estamos dirigindo a noite, e um carro coloca o farol forte no nosso retrovisor, o que acontece?Ficamos ofuscados, não definimos muito bem o que está acontecendo, não enxergamos muito bem quem fez isto, mas sabemos que essa pessoa tão "boazinha" está lá, e não vai deixar de colocar seu farol em nossas costas, até nos desviarmos do caminho e deixar que ela passe. Na escuridão da noite não conseguimos enxergar nem a nós mesmos, e ofuscados, não vemos quem nos rodeia.
Pela manhã, percebemos que tudo fica claro a nossos olhos, não há nada que esteja encoberto pela penumbra, pela escuridão e em lugares abertos, praticamente não precisamos de luz artificial, o sol já faz esse trabalho. Nos mostra como somos e mostra aos outros que nos rodeiam. E caso algum carro queira nos ultrapassar é bom que use outra tática, por que farol alto não vai adiantar mesmo.
Como a luz do carro a noite, assim é luz do mundo, nos ofusca, perdemos o rumo, o discernimento, ela não nos mostra quem somos ou quem nos rodeia, nos atordoa, nos faz parar em meio a caminhada, para entender o que está acontecendo, nos faz sair de nossas metas, de nosso caminho ou continuar andando ofuscados até o fim do percurso. As luzes do mundo são como olofotes gigantes, virados para nós, que momentaneamente parecem nos dar prazer, pois somos o centro das atenções de outros, mas na realidade, não conseguimos nem enxergar a esses outros que nos olham, nem discernir quem somos nós e quando se apagam os olofotes,ficamos sós e no escuro profundo, pois quanto maior a luz, quando elas se apagam é tanto maior as trevas. As luzes do mundo...Elas nos cegam.Mas quando olhamos para a luz de Cristo, podemos perceber que ela nos mostra quem realmente somos, quem nos rodeia e qual o nosso caminho. A luz dEle, não brilha de fora para nos iluminar, mas brilha de dentro de nós e inlumina a todos os que nos rodeiam, deixando tudo claro e perfeito, nos mostra onde estamos pisando, por onde podemos andar. A luz de Deus nos faz ser luz e não apenas receber a luz sobre nós. Ser luz no Senhor, você já pensou o quanto isto é lindo? É lindo pois podemos realmente perceber que nada é mais claro e mais patente que a luz e nada debaixo dela pode se esconder, ficar oculto.Tudo fica a vista de todos. Se somos luz, tudo ao nosso redor, por onde passamos, se torna luz também, pois onde há trevas pode haver luz, mas onde há luz, nunca mais haverá travas. Quem escolhe as luzes do mundo, permanecerá ofuscado, cego e perdido, desviando-se do seu próprio caminho, sem conseguir chegar a lugar algum, pode ser até que tenha alguns minutos de prazer, mas quão grandes serão as trevas depois disto, a tristeza que invade a alma solitária e sem Deus. Mas quem segue a Cristo jamais, nunca mais, em dia algum andará em trevas (Então Jesus tornou a falar-lhes, dizendo: Eu sou a luz do mundo; quem me segue de modo algum andará em trevas, mas terá a luz da vida.-JOÃO 8:12).
Seus caminhos serão planos e estará sendo guiado pelo PAI das luzes que trabalha para os que NELE esperam. Por que " a vereda dos justos é como a luz da aurora que vai brilhando mais e mais ATÉ SER DIA PERFEITO".
Os que estão na Luz, desejo que permaneçam nela, andem como filhos da LUZ, cuidado para que a luz do mundo não engane, nem ofusque e os que ainda não conhecem, ela é de graça e o preço já foi pago um dia no Calvário, na cruz, com sengue por Cristo Jesus, a Luz do mundo, para que vocês pudessem andar nela, senti-la e sê-la!




Paz




Filha da Luz

domingo, 19 de agosto de 2007

Visões de um cego

Engraçado como é a vida, às vezes ouvimos o que não esperavamos e aí abre-se imediatamente uma luz em nossa mente! Um flash, rápido e certeiro que muda toda nossa perspectiva diante dela.Foi assim hoje, estava sentada, voltando da faculdade, quando ouvi uma conversa muito interessante. Tentei não ouvir, tentei fixar na música que estava tocando, mas se fez impossível, a conversa estava por demais interessante.As duas pessoas estavam conversando sobre as alegorias de um filme, as quais chamaram muito minha atenção, principalmente uma, que falava sobre um cego que andava guiando um grupo de pessoas com visão normal.Ele andou por muito tempo guiando-as e então, de repente, estas pessoas pararam, estatizadas pela visão à frente,era um imenso deserto. Pensaram: e agora?Mas apenas o cego continuou caminhando pelo deserto, eles, os que enxergavam, ficaram desorientados. Então o cego disse que aquilo não era a realidade do que estavam vendo, que eles tinham que continuar e vencer o deserto.
Foi aí que o flash do começo veio até minha mente e de cega passei a ver.
Muitas vezes olhamos para os nossos problemas e os vemos como imensos desertos, mas na realidade aquilo tudo toma uma proporção muito maior do que ela realmente tem, aí estatizamos diante da secura, falta de água, sol escaldante, areias sem fim.Se fechamos os olhos e confiamos na visão do caminho que temos, como o cego, é certo que vamos chegar ao nosso destino, ele está lá em nossa mente e coração tão certo como respiramos. A coragem vem de onde não vemos e então conseguimos seguir adiante.
A ousadia de não ver os percausos nos faz dar mais um passo. E outro passo. E assim encontramos o nosso alvo.
Se os seus olhos só enxergam o deserto a sua frente, feche os olhos, torne-se cego para as visões que o mundo dá e ouça a voz de Deus.Não consegue distinguir qual a voz dele e qual a do mundo? Achegue-se a Ele e cada vez a voz estará mais perto e mais perto. Então você verá o caminho no deserto, a saída, e poderá descansar seguro quando chegar, enfim, a terra prometida.Para não deixa-los curiosos quanto ao filme, tomei coragem, pedi desculpas por ouvir a conversa e perguntei o nome - "O enigma de Kaspar Hauser". Mas para mim, eles estavam falando sobre a vida, todos os dias.

sábado, 18 de agosto de 2007

Fidelidade

Estavamos conversando, minha irmã e eu hoje pela manhã e lembramos de um exelente filme: Antes que termine o dia. O filme conta a história de um casal, ela busca demonstrar seu amor por ele em todo o tempo e ele busca sucesso em sua vida profissional, no entanto um acidente transtorna os planos deles. Na manhã seguinte ele acorda e percebe que teve uma segunda chance. O resto do filme não vou contar, pois seria de extremo mal gosto e espero que tenham a curiosidade de assistir. O que ficou em minha mente o dia inteiro foi o seguinte pensamento: Deus nos dá essa segunda chance todos os dias! Que maravilhosa graça!Nos acordamos, mal humorados ou não, nos vestimos, vamos ao trabalho,fazemos tantas coisas durante nossos dias e talvez, nem por um instante, nos lembremos disso. É como se isso não fosse uma verdade para nós e como se esse tempo novo que Deus nos dá todos os dias, cheio de misericórdia e grandeza, um dia inteiro, nao significasse nada e não nos mostrasse que temos tempo de mudar,de crescer, de sermos diferentes e de agradecermos pelas misericórdia dEle, que é a única causa de não sucumbirmos ao mundo. Se de nós Ele não tivesse misericórdia, nem respirando eu estaria, nem você lendo, se Sua compaixão por nós não fosse tão grande, não estariamos aqui, meus orgãos parariam de funcionar, todos eles, com apenas um minuto longe das miséricordias do Senhor.
Misericórdia - ajuda não merecida.
Vivemos como o rapaz do filme, em busca de nossos próprios interesses, de nossa satisfação, de luzes, prazer, em busca de nossa própria vida. E esperamos que Deus esteja, o tempo inteiro demonstrando Seu amor por nós. Esperamos,e é exatamente isso que Ele faz, apesar de sermos tão egoístas, Ele está lá derramando seu amor e infinita bondade a cada manhã.Ele veio, sofreu por amor, morreu por amor, é impossível saber o preço que Ele pagou ali naquela cruz tudo por nos amar. Pequenos, pobres, fracos e pó, feitos filhos de Deus pela morte de Cristo. Digo agora, nessa hora, que o que deveriamos realmente fazer, todos os dias, era nos prostrarmos e adorarmos a esse Deus, a esse Cristo que apesar de tanta glória, apesar de estar exaltado acima dos céus, se tornou homem, igual a você e a mim, por amor.E é esse amor que te faz respirar nesse momento.
Quanto custou para que suas misericórdias se renovassem a cada manhã? Todo o sangue do único que podia nos salvar da morte e do inferno, Jesus Cristo.
Entender?Não podemos. Mas podemos fazer algo, agora, hoje, ainda nessa hora do dia, quando o dia está começando ou ainda não acabou. Podemos mudar, sermos diferentes, amar ao próximo, acreditar que Deus é fiel sempre, aprender que tudo o que acontece é para o bem dos que amam a Deus, deixarmos de ser egoístas, hipócritas, avarentos, maus, saber que hoje ainda não terminou, que o problema do dia de hoje pode ser grande, mas que amanhã temos um dia cheio de misericórdia, nova, viva e limpa, vinda do Pai das Luzes que não pode mentir e que esse problema não é tão grande para um Deus infinito. Podemos pedir a Cristo, que venha encher nosso coração da presença dEle e nos prostarmos só para agradecer as 24 horas do dia. Horas de infinita misericórdia.Precisamos enxergar os nossos dias, todos eles, como uma nova chance, chance de amor e mudança, antes que chegue o último deles e olhemos para trás não conseguindo enxergar nada de bom em nenhum deles.
Na realidade, o que desejo, é que possamos olhar para trás, no último de nossos dias e exclamar: Grande é a tua fidelidade!
. Filha da Luz .

quarta-feira, 15 de agosto de 2007

Não há Limites

"Carl Boberg, inspiradíssimo com esse mundo fascinante que Deus, o Criador, arquitetou, deixou marcado por seu coração apaixonado uma das letras mais preciosas, o cerébre "How Great Thou Art" - "Quão Grande És tu", uma mensagem de coragem, desafio, leva qualquer um a sensibilizar-se com as coisas que Deus colocou diante de nós. O que ele quis dizer é que nascemos para viver dentro desse poder ilimitado criador do nosso Deus. Só por um momento, reflita nesta letra e tire suas próprias conclusões, se devemos nos contentar com apenas o que conseguimos enxergar, ou se devemos ir um pouco mais, pelo menos até onde o nosso Pai eterno está: "Senhor, meu Deus, quando eu contemplo o mundo que Tu criaste, cheio de esplendor, ouço trovões e vejo o mar e os astros na imensidão do teu poder ou quando subo ao alto das montanhas e sinto a brisa me beijar... Então minha alma canta a Ti, Senhor, Quão grande És Tu, quão Grande És Tu; Então minha alma canta a Ti Senhor, quão Grande És Tu, Quão Grande És Tu." O mito do Rock, Elvis Presley, em um dos seus últimos shows, despediu-se da platéia com este hino. Mesmo alheio a uma fé que conheceu quando criança, ao sentir que a sua hora se aproximava, prepara-se mais uma vez para encarar uma alucinada platéia, enlouquecida pelo seu ídolo já quase vencido pelo seu inimigo mortal. Elvis leva o seu público mais uma vez ao delírio. Só que dessa vez havia uma surpresa: quando o show parecia acabar, uma música suave entra em cena. Que música seria? Era exatamente um dos hinos que Elvis aprendera quando criança: "How Great Thou Art" (Quão Grande És Tu). O auditório começa a chorar, o rei do rock não resiste e chora também; afinal, ninguém, ainda que tente, consegue ignorar e ficar indiferente diante de um Deus grandioso e poderoso, quer vivamos na superfície da vida ou não. Acabamos por ver um Deus ilimitado! " Da próxima vez que seus olhos enxergarem as limitações, olhe para o alto, para o céu e veja, olhe nos olhos de seu PAI e creia, esse Grande Deus dos céus sobre quem Carl Boberg escreveu e para quem Elvis Presley cantou, é o seu Pai. Você vê limites na vida, mas para esse Deus criador, simplesmente NÃO HÁ LIMITES! Ele sempre tem o melhor para os seus filhos.

.paz.

Filha da Luz

segunda-feira, 13 de agosto de 2007

E você faz o que?!

De um lado, prédios luxuosos, shoppings e avenidas largas. Do outro, palafitas sobre áreas alagadas, tráfico de drogas e passarelas improvisadas de madeira. Entre esses dois mundos, uma ponte. Esse é o retrato do centro do Recife, que agrupa em apenas nove bairros o que há de melhor e de pior na cidade. Por trás desses contrastes visíveis a olho nu, os indicadores socioeconômicos mostram que a região é a mais desigual do município.
As discrepâncias em termos de renda, saúde e educação são tamanhas que, de uma avenida para outra, a expectativa de vida dos habitantes chega a variar quase 13 anos. Enquanto um morador da avenida na orla da praia de Boa Viagem vive mais de 78 anos, os habitantes da favela do Coque não chegam a completar 65 anos. A comparação é do geógrafo Jan Bitoun, professor da UFPE (Universidade Federal de Pernambuco), que elaborou alguns dos textos inseridos no Atlas de Desenvolvimento Humano no Recife, elaborado pelo PNUD e parceiros.
Em seu estudo, o professor identifica três padrões de desigualdade no Recife. O mais acirrado deles está exatamente no centro. “É uma região que está recebendo muitos investimentos novos, mas esses investimentos estão ignorando as áreas pobres, que estão sendo tomadas pelo tráfico de drogas. Isso acontece porque, à medida que se tem mais dinheiro circulando, o traficante pode vender a droga mais caro. Então, qual deve ser a diretriz? Tem que dar atenção para aquelas grandes favelas que estão ali do lado”, recomenda Bitoun.
O segundo padrão de desigualdade fica na região intermediária, entre a faixa litorânea e o morro. Trata-se de um trecho historicamente cortado pelas rotas de circulação de mercadorias entre os engenhos e o porto. Com o passar dos anos, a região começou a ser ocupada e os antigos caminhos se tornaram avenidas. “Hoje, quem vive perto das avenidas tem um padrão de vida médio, às vezes até um padrão alto. Mas quem mora nas áreas mais baixas, onde há inclusive problemas de drenagem, tem um IDH mais baixo. No entanto, a desigualdade não é tão intensa quanto no centro”, observa o geógrafo.
De qualquer forma, a desigualdade entre as diferentes regiões nessa zona intermediária também pode ser observada nos índices de longevidade. Os habitantes da região ao longo da avenida Beberibe, que corta os bairros de Cajueira, Água Fria e Porto Madeira, por exemplo, têm uma expectativa de vida de 72 anos, enquanto os que moram à beira do Canal do Arruda vivem pouco mais de 65 anos.
O terceiro padrão de desigualdade é o característico da região dos morros, onde existem aglomerados populacionais encravados na mata. “É uma periferia nova, que começou a se constituir na década de 50 e que tem, em geral, um IDH muito baixo, com exceção de algumas ‘ilhas’ melhores — não que aí situação seja boa, são apenas assentamentos mais consolidados, menos pobres”, descreve Bitoun. Ele adverte que o maior problema está nos bairros que estão surgindo em decorrência do crescimento populacional. “Novas comunidades estão se constituindo praticamente sem nenhuma intervenção do poder público, o que tende a intensificar a desigualdade”, afirma.
Como nessa região periférica a pobreza é generalizada, a desigualdade acaba sendo menos acirrada, de acordo com o professor. “Na área das COHAB UR 1, 2 e 3, a expectativa de vida é de 71 anos, acima da registrada na Vila dos Milagres e Pacheco, que é de 64 anos. São 7 anos de diferença,” aponta Bitoun.

Fonte: http://www.pnud.org.br/pobreza_desigualdade/reportagens/index.php?id01=1928&lay=pde